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Mostrando postagens de Julho, 2018

Abandono ou exclusão?

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Como eu poderia ter abandonado ao mesmo contexto que antes me excluiu? – A visão de quem vai e de quem fica se fixa no ponto que lhe causa menor dor. (DesapEGO - O Livro, Capítulo Vida Extra, pág. 520)

– Gutto Carrer Lima




Vida feita de quê?

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Me disseram: — "A vida é feita de escolhas." – E no meu íntimo acreditei que sem escolhas a vida não se faria; seria imprescindível ter o que escolher. Mas para escolher, é preciso responsabilidade; então pensei: — A vida é feita de responsabilidade. – E no meu íntimo a vida pesou, porque entre responsabilidade e desejo, descobri o dilema: — A vida é feita de dilemas. – No meu íntimo, agora conheci a angústia, porque angustiante é todo dilema: — A vida é feita de angústia. – Tantas vezes pareceu melhor não precisar escolher. Seria muito mais simples que escolhessem por mim. Não sentiria o êxtase da glória, mas também não teria o risco do arrependimento. De escolha, a vida se fez responsabilidade, dilema e angústia, entre glória ou culpa, sucesso ou fracasso, realização ou frustração, felicidade ou desgosto. Antes da glória, do sucesso, realização e felicidade, haveria uma grande decisão; uma grande angústia. Para diminuí-la, concluí: — A vida é uma chantagista e o tempo é o…

Buscar ou esperar o encontro?

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Li por aí que a busca se opõe à oportunidade do encontro, levando a crer que para encontrar, não se deverá estar buscando. Eu também já escrevi que em determinado ponto de minha vida, parei de correr feito louco atrás das coisas para que as coisas pudessem me alcançar. – Afinal, buscar ou não buscar? Devemos permanecer inertes como um vegetal? Vamos pensar...

Convite

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Amigos de DesapEGO - O LivroGrupo do Facebook · 1.402 membrosParticipar do grupoEste é um grupo espelho da Página Desapego - O Livro, criado para quem tem interesse em seguir suas publicações a partir desta data. Como sabem, o alc...

O segredo dos milionários

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Vivem correndo atrás do 'segredo' para ficarem multimilionários, e está na cara, só não vê quem não quer. Basta oferecer de graça uma coisa bem legal, deixar todo mundo viciadinho sem saber (todo mundo mesmo), e depois começar a cobrar forte! Esses caras são a prova máxima de que é preciso dar para receber. Seria como as estorinhas de traficantes que davam balinhas com drogas dentro para viciar. Balela! Primeiro porque isso nunca aconteceu, e segundo porque não se trata de tráfico, mas de tráfego. Mais ou menos a mesma coisa, mas diferente. Como é sabido, traficante que se presa não usa. Já na internet, somos quase todos usuários e trafegantes, mulas traficando de graça toda espécie de conteúdo, do melhor ao pior, muitas vezes sem nem ler o que mandou adiante.

E quem ganha com isso? Boa pergunta, mas estou limitado ao genial Bill, ao finado Steve, ao prodígio Zuckinha, e à turma do Google. O resto somos nós, pobres mortais usuários alimentando esses incríveis sistemas dos quai…

RAZÃO SOCIAL

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É uma reação muito natural “brochar” com o trabalho em alguns momentos, quando não se consegue o retorno financeiro satisfatório trabalhando no que se gosta. Para o empreendedor em fases difíceis que se prolongam, “a vassoura do vizinho parece varrer melhor” e “sua grama aparenta ser mais verde”.

Geralmente se conhece o NOME de uma empresa, sua marca, não a sua RAZÃO SOCIAL. Isto me faz pensar: — Qual a “razão de existir” de uma empresa? No que ela é útil para a sociedade?

Para quem existe apenas visando o lucro, esta razão é: “Ganhar Dinheiro Ltda.”, de preferência, sem limites. Pouco importará o que se faz, desde que se encha os bolsos.

Para quem idealiza além da grana (ou valoriza o que está antes dela), não é fácil manter a perseverança, principalmente quando passa a se perguntar: — No que a sociedade está sendo útil para mim?

Não há boa vontade que resista à falta de colaboração mútua. Somos um emaranhado de redes interdependentes. Precisamos que comprem de nós, para podermos co…

Potes e sacos cheios

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— Vivem reclamando que estão cheios, mas fazem de tudo para não se sentirem vazios – disse-me minha cachorrinha Capitu, tentando entender os humanos. – No seu questionamento, ela mostra entender gente, melhor do que muita gente nos seus vazios.
Aprendi que "do pó viemos e ao pó voltaremos". O pó do carbono que veio das estrelas e se assentou na Terra para formar tudo o que nela existe e continuará se transformando. O pó da origem, do barro que fez os potes. Os potes que somos nós. Vazios porque terão seu tempo para serem enchidos. O tempo da vida que se preencherá das chuvas, gota por gota no seu devido tempo.
Quanto mais novo o pote, maior o fascínio pela água do devir. Não é de se estranhar que o encanto diminua conforme o pote se encha, pois quanto mais cheio, mais pesado também se torna. Não é o peso da água, porém, que desconforta, porque sua limpidez tem o peso que podemos carregar. Também não é o peso do barro do qual ele mesmo é feito. O maior peso do pote está nas …

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