Amor por nossos amigos materiais

Esta história me fez lembrar de meu “amor” por meus brinquedos quando criança. Também do cuidado que minha mãe tinha (e tem) com seus eletrodomésticos, e de meu pai improvisando para consertar algum aparelho quebrado, com o que tinha em mãos. Estas coisas custavam mais caro do que hoje em dia, e eram feitas para durar, pelo menos, um pouco mais.
Falamos de desapegos de diversos tipos, inclusive o material, mas praticamos muito mais o descarte do que o desapego de nossos desejos. Aquele “apego” por nossos bons e velhos objetos talvez devesse resistir, durar mais. Será que são eles que se tornam obsoletos? Ou é a nossa mentalidade forjada pela tentação por ter novos e ótimos substitutos mais modernos?
O vídeo comove com o amor entre usuário e equipamento, o rapaz e a sua boa e velha geladeira, levando à reflexão sobre a frieza de nossos desapegos e suas consequências. Descartar não é desapegar. Desapegar é deixar de desejar. O que temos, já temos, já custou os recursos e a energia necessária para serem produzidos. O que existe, já existe, e deve “viver” o máximo de seu tempo servindo ao seu propósito.
O amor, até mesmo por nossos amigos materiais, pode nos salvar. Um amigo fiel deve ser preservado, não descartado. E sendo o amor energia, é possível até que ajude a fazer tudo funcionar bem e melhor por mais tempo.

– Gutto Carrer Lima



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