Limite da Intolerância num Sonho Raivoso

Dormi à tarde e tive um sonho esquisito. Nele eu era testado no limite da tolerância com relação às ações, intenção e motivação de um pequeno grupo de pessoas que agiam de forma muito estranha e sem nenhum escrúpulo ou sentido para mim. Pude então me ver reagindo com extrema raiva, impaciência e até violência com quem liderava aquele grupo. Suas ações não eram do bem. E para combater o que eu julgava ser mal, tornava-me também, mau.

Percebi que a tolerância tem limites. E que não sou "santo" ou exemplo de comportamento e conduta durante todo o tempo e sob quaisquer circunstâncias. Percebi também que a coragem em "peitar" uma situação que seja inquestionavelmente ruim para todos, energiza até o último fio de cabelo do corpo. Raiva transmutada em ação. – Às vezes eu queria ser assim. Será que não sou? Qual é o limite da tolerância de cada um? E qual o limite a ser tolerado?

Nem para tudo devemos baixar a cabeça, embora em tudo devamos ponderar antes de agir. Difícil... O sangue sobe. A cabeça se ergue. O nariz se empina. O peito se estufa e chegamos no limite de ligar o "phoda-se" para as consequências. No sonho, quase fiz uma merda grande, o que me condenaria a estar errado apesar de estar certo. Mas neste ponto, respirei... inspirei fundo para que o espírito do discernimento entrasse pelas narinas e impregnassem de calma cada célula de meu corpo. Acordei são e salvo. E aliviado, porque desperto vi que tudo não passava da ilusão de um sonho me mostrando realidade, antes que se tornasse real.

– Gutto Carrer Lima


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