Na Platéia

Chega-se a um ponto em que ao olhar para as pessoas não faz mais diferença as roupas que estão vestindo, suas idades, seus cabelos recém saídos do cabeleireiro, o tempo investido na maquiagem, suas posturas cumprindo o esforço de serem sociáveis e aceitas. Olha-se e imagina-se, antes, os seus sonhos, o que as sustentaram durante os tantos ensaios. Vê-se por trás de tudo, que naqueles corpos residem almas, todas igualmente frágeis protegidas por uma pele fina, com células ainda treinando renovação, ou já esquecidas de seus códigos de DNA que as fariam sempre jovens. As almas podem ser tão belas, que nada parece lhes fazerem jus, tanto quanto fazem suas histórias futuras ou já vividas. São Vidas. Almas vivas. Sentidas além do que pode ser visto na compaixão que as despem dos estereótipos, imediatamente vestindo-as com o respeito da solidariedade por sermos humanos na nudez de nossas verdades imaginadas. – Ouço aplausos, lembrando-me que devo sair do transe e aplaudir, porque a música acabou, e estou assistindo a apresentação de um coral que me emocionou.

– Gutto Carrer Lima

Na Platéia

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